Região Norte tem menores taxas de frequência escolar do país, diz IBGE
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No recorte de raça, os menores índices de frequência escolar estão na população indígena. Nos últimos 22 anos, Brasil avançou em quase todas as faixas etárias. Aulas na rede estadual do Amapá em fevereiro de 2025. Estado tem as menores taxas de frequência escolar de 0 a 5 anos.
Gea
A região Norte tem os piores índices de frequência escolar do Brasil em quase todas as faixas etárias, revela o Censo 2022 de Educação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (26).
👶🏻 A maior discrepância está nos anos iniciais. Entre as crianças de 0 a 3 anos, 16,6% estão em unidades de ensino na região Norte. No Sudeste, este índice salta para 41,5%. Os estudantes da região Morte apresentam a pior frequência escolar do país até os 17 anos.
Quando se analisa por cor ou raça, os indígenas apresentam os menores índices de frequência escolar, enquanto os amarelos e brancos apresentam os maiores.
➡️ Ao olhar para o Brasil, de 2000 a 2022, os dados mostram que as taxas de frequência escolar avançaram em todas as regiões -- e em quase todos os grupos etários. As desigualdades regionais, no entanto, permanecem.
Longe da meta
O aumento da frequência escolar no Brasil foi mais expressivo entre as crianças pequenas. Em 2000, 9,4% das crianças de até 3 anos estavam na escola. Em 2010, este percentual subiu para 23,5%, e para 33,9% em 2022 -- ainda longe do mínimo de 50% da meta do Plano Nacional de Educação (PNE).
Dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 646 superaram a meta de 50% de frequência para crianças de 0 a 3 anos, o que representa apenas 11% do Brasil. Em 325 cidades, esse indicador estava abaixo de 10%.
"Ainda está abaixo da meta que o plano estipulava mas houve uma evolução bem significativa. Em outras faixas que também foram objeto de políticas públicas, como de 4 e 5 anos, também há uma evolução bem grande, afirma o analista de divulgação do IBGE Bruno Mandelli Perez. "Mas a gente ainda tem muito a conseguir, o acesso escolar ainda está distante das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação".
📉 A única faixa que apresentou redução na frequência escolar foi a de 18 a 24 anos, que passou de 31,3% em 2000 para 27,7% em 2022. No entanto, isto aconteceu porque muitos jovens adultos cursavam os ensinos Fundamental e Médio atrasados.
"Nos últimos 20 anos, os jovens foram se formando na idade adequada, foram se formando até 18 anos. A redução é justificada pela adequação do fluxo escolar", explicou a analista de divulgação do IBGE Juliana de Souza Queiroz.
📍Entre as unidades federativas, as menores taxas de frequência escolar para as faixas de 0 a 3 anos e de 4 a 5 anos de idade foram encontradas no Amapá -- 12% e 65%, respectivamente. Já Roraima apresentou as menores taxas para os grupos de 6 a 14 anos (91,5%), 15 a 17 anos (78,8%) e 18 a 24 anos de idade (24%).
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